“Hotel Memória”, de João Tordo

 
 
 
Neste momento, estou a ler o livro”Hotel Memória”, de João Tordo.                                                                              
Já li mais de metade do livro e vou começar a ler a parte em que há mais ação (pelo menos aparentemente).              
 Até agora adorei o livro, tem os ingredientes essenciais para formar uma boa história. Existe muita ação, suspense e quando penso que a história não vai ter mais nenhum interesse, aparece um ou vários elementos que me “prendem”, de novo, à história.
Eu, sinceramente, não sei muito bem o que vai acontecer ao Ismael, parece que ele atrai o abismo, “mete-se” em muitas emboscadas.              
Já a vida de Kim é toda envolta em mistério, as suas relações com o homem de cabelo ruivo são muito estranhas. Todas as personagens têm aparentemente algo a esconder, o que é muito bom para a história e muito importante para “prender” o leitor.                                        
  Não faço ideia do que vai acontecer a cada uma das personagens, só espero que o final seja surpreendente e invulgar e que sinta o prazer de ter lido o livro.
 
 
 
Análise pessoal no final da leitura da obra completa:
 
Terminei há pouco a leitura da obra. Estou ainda a recuperar e a tentar “ingerir” todos os acontecimentos que acabei de ler. Mas de uma coisa tenho a certeza, adorei ler este livro. Aconteceram situações que mexeram comigo, despertaram-me a sensibilidade e tenho a certeza que despertará a todas as pessoas que o lerem.Eu, normalmente, leio livros que têm ainda mais acção, sobretudo policiais. Por isso, antes de o ler tive um pouco de receio de não gostar. Mas adorei. Adorei por inúmeras razões. A personagem principal foi uma das coisas que mais me fascinou. Um jovem comum, que luta pelo seu futuro, estudando numa universidade subsidiado por uma bolsa e, numa noite a sua vida muda completamente. Morre uma rapariga muito querida para si, e ele vê-se culpado pela morte desta. A partir dessa noite, não se interessa por mais nada e simplesmente deixa de viver. A história desenrola-se a partir daí e muitas vão ser as aventuras deste homem que depois vai estabelecer relações e descobrir várias situações anormais que jamais suspeitaria.

Durante toda a obra há muita acção e, um elemento que aprecio bastante, o suspense. Existem pormenores que faltam para tentarmos descobrir todas as situações e aspectos no desenrolar da história.

Uma das razões que fez com que gostasse ainda mais do livro foi o facto de este despertar-me a sensibilidade. Geralmente, nos livros que têm muita acção, este estado emotivo é posto um pouco de parte. Eu adorei esta junção, não podia ser melhor. Fez com que eu reflectisse sobre o mundo. As nossas vidas podem mudar num segundo, nada é eterno nem dado como adquirido. Se não lutarmos pela nossa vida, não seremos ninguém e, sobretudo, não seremos felizes.

Este livro também é dotado de uma linguagem simples, o que é muito positivo, pois li o livro muito rápido, não tive a noção do tempo nem das páginas.

E claro, este livro também transmite ao leitor conhecimentos do mundo (o que é muito importante), particularmente de Nova Iorque e também retrata um pouco da vida no século XX.

Por isso, só existem boas razões para ler esta obra um pouco insólita.

Aconselho a leitura deste livro a leitores que gostam de acção e mistério (como eu) e que valorizam a criação de estados emotivos no leitor como a sensibilidade, não esquecendo aqueles que gostam de livros que retratem, um pouco, a vida social (mas de uma forma anormal).

Análise de um excerto:

O excerto que eu apresento em baixo é um excerto que eu retirei do livro.  Antes de lerem o excerto devem ficar a saber o que se desenrola antes para uma melhor compreensão. Para isso apresento a seguinte contextualização:

Ismael, um jovem rapaz vem estudar para uma universidade em Nova Iorque e apaixona-se por Kim que também frequenta a Universidade. Com a ajuda de Manuel, Ismael e Kim, iniciam uma relação que ia para além da amizade. Todavia Kim morre inesperadamente e o narrador enche-se de culpas e remorsos. O excerto que escolhi retrata o interrogatório polocial feito pelos inspetores Stan e Bill a Ismael a propósito da investigação da morte de Kim.

 

     

 Escolhi este excerto porque foi do que mais gostei ao longo de toda a obra. Escolhi-o por várias razões. Antes de mais é um episódio anormal, é simultaneamente cómico e desesperante. Por um lado os inspetores consideram aquela cena hilariante e brincam com a situação. Já Ismael está com demasiadas culpas e remorsos para aceitar a morte da rapariga que gostava. Para além disso está muito desesperado pois vai à esquadra falar com os inspetores acerca da morte de Kim e dizer que foi ele que a matou (apesar de na realidade ele não ser o culpado). Também está com um pouco de raiva e revolta em relação aos inspetores porque estes não compreendem os seus sentimentos e riem-se um pouco da situação.

Também esta cena fez-me despertar dois estados emotivos completamente distintos, o que não é muito comum. Por um lado, fiquei triste e um pouco apreensiva pelo estado de desespero de Ismael. Por outro lado, foi agradável assistir a uma parte cómica para suprimir um pouco o ambiente pesado que se fazia sentir na esquadra, já que os inspetores eram um pouco ridículos e falavam com um tom humorístico.                                                            Para além do que acima referi, escolhi este excerto porque a leitura é fluente, toda ela envolvida num tom humorístico e também é muita chamativa já que é a partir deste excerto que os leitores percebem o que realmente aconteceu a Kim (para os leitores mais distraídos!).

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