“Impacto”, de Douglas Preston

  • Um pequeno resumo:

O livro conta três histórias paralelas que, aparentemente nada têm em comum.

Em Costa de Maine, EUA, duas jovens estão a observar o céu quando, de repente, vêm um meteorito cair numa pequena ilha. Este acontecimento provoca-lhes uma tremenda excitação, que as leva à procura desse objeto, numa ação toda envolta em muitas aventuras e mistério.

Noutro local dos Estados Unidos, o ex-agente da CIA, Wyman Ford, é contratado para participar numa ida secreta ao Comboja, para localizar a origem de umas estranhas pedras preciosas com níveis de radioatividade muito superiores ao que seria de esperar.

Um cientista descobre uma fonte inexplicável de raios gama no Sistema Solar. É encontrado decapitado e todas as informações são dadas como desaparecidas. São encontradas imagens de alta resolução da NASA que, revelam algo escondido nas profundezas de uma cratera em Marte.

 

  • Análise pessoal:

Adorei esta obra por várias razões! Antes de mais, é importante referir que eu nunca tinha lido um livro deste género, um livro com três ações paralelas que, aparentemente não têm qualquer ligação, mas o autor (e, para mim com grande mestria!), consegue-as ligar de uma forma subtil e totalmente inesperada.

O facto de ter estas três ações, criou em mim, um estado de ansiedade, pois quando terminava um capítulo acerca de uma das ações, mudava de ação. Esta estrutura da obra foi surpreendente pois, a meu ver, é uma estratégia muito eficaz para “prender” o leitor à história. Esta estrutura do livro levou-me a lê-lo de uma forma mais “compulsiva”, uma vez que esta história era de tal modo interessante, que fiquei viciada na leitura.

Este livro fascinou-me porque conseguiu aliar a ciência à ação. Ao longo da obra, eu fiquei surpresa com vários aspetos como o raciocínio das personagens, o modo como as várias ações estão interligadas e o desfecho que é totalmente inesperado.

Para além disto, a astúcia e a sensibilidade da personagem, de seu nome Abbey, que vai em busca da zona de impacto do meteorito deixou-me rendida. As analogias que faz, as aventuras que vive, a curiosidade que alimenta e os conhecimentos que tem, para além do sentimento especial que nutre pelo seu pai e pela sua querida amiga, deixaram-me particularmente sentida e, senti como uma admiração por esta rapariga, que não tinha mãe, parecia que a compreendia. Ao longo da leitura do livro estabeleci uma relação especial com esta personagem, despertando em mim, vários sentimentos e emoções: alegria, nostalgia, tristeza… Eu torcia pela sua felicidade!

A meu ver, a linguagem acessível e a existência de pouca descrição levaram a uma fácil interpretação, o que me agradou bastante.

Como referi em cima, o facto de a obra conseguir juntar a ciência à ação fez com que me transmitisse vários conhecimentos, sobretudo ao nível da geologia, nomeadamente ao nível da composição do Sistema Solar. Apesar de algumas matérias já terem sido abordadas nas minhas aulas de Geologia, o enquadramento deste assunto e a aplicação a uma situação concreta levou-me a transpor a teoria para a utilidade na prática, o que me agradou bastante.

Ao longo da leitura da obra, fiquei a perceber um pouco mais sobre o mundo da Ciência e da sua relação com a política. Todos sabemos que a ciência depende, em grande parte, da política e do seu financiamento. Neste livro, é possível “entrar” neste mundo e perceber tudo o que ele envolve. Apercebemo-nos das pressões existentes sob a Ciência, essencialmente em termos da luta pelos cargos de poder e, também, daquilo que é conveniente passar para a praça pública.

Todos estes fatores despertaram em mim interesse pela história contribuindo para uma leitura, da minha parte, bastante agradável e viciante. Esta história, recheada de ação, tem um ritmo de leitura alucinante, conjugando ação e ciência, o que me agradou bastante.

Gostaria ainda de aconselhar esta obra a todas as pessoas mas, essencialmente, àquelas que adoram mergulhar numa história onde “ação” é a palavra-chave, conciliando também o gosto pela ciência.

Por fim, resta-me apenas agradecer ao autor, Douglas Preston, os momentos únicos, inesquecíveis e de grande entusiasmo que me proporcionou!

 

 

 

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