“Os Maias”, de Eça de Queiroz

Já há muito tempo que ouço falar de “Os Maias”. A minha família e alguns professores já tinham lido o livro e disseram que tinham gostado muito. Não é por acaso que Eça de Queiroz é um autor muito consagrado em Portugal e também um pouco por todo o mundo e uma das suas obras mais famosas é “Os Maias”. Penso que todas as pessoas já ouviram falar deste que, para mim, é um  autor conceituado e deste livro que, penso que, ficou para a história.

Antes de ler o livro estava com um pouco de receio de não gostar e, para dizer a verdade “Os Maias” não foi um livro pelo qual me apaixonei. Contudo, fui lendo e existiram alguns aspetos que me fascinaram e que fizeram com que continuasse a lê-lo.

Antes de mais quero começar por referir que, apesar de esta história não ser muito comum atualmente, foi-o há alguns séculos atrás. Talvez por isso eu tenha gostado. O que eu quero dizer com isto é que, apesar de não ser uma história muito atual, é sempre bom ouvir histórias novas e perceber como era a vida dos nossos antepassados. Por esta razão, um dos aspetos que o me agradou é o facto de transmitir muitos conhecimentos, que não são atuais mas que fazem parte da história, dos nossos antepassados, do nosso Portugal e até do nosso Mundo! Penso que com este livro todas as pessoas vão ficar a perceber mais um pouco da sociedade do século XIX, dos seus valores, das suas crenças, dos seus modos de vida e até do seu modo de pensar…

Também apreciei muito o facto de as personagens terem um carisma especial e inconfundível. Para mim a personagem que mais me marcou foi Afonso da Maia apesar de Carlos ter também um fascínio especial. Ao ler o livro é percetível o enorme coração e a generosidade para com os amigos e os mais necessitados de Afonso da Maia. Adorei também o modo como ele tratava o seu neto, Carlos da Maia. Com o fracasso da vida de Pedro incluindo a sua educação na qual Afonso era totalmente contra, penso que Carlos aparece na obra como se fosse um segundo filho, uma dádiva, uma compensação para Afonso que tanto sofreu. Afonso fica com o neto e ensina-lhe tudo como se fosse um verdadeiro PAI. Ficou com a tarefa de dar ao neto a educação que não tinha dado ao seu querido filho: uma educação livre e sem preconceitos em que os aspetos morais eram muito importantes, era muito importante ser um homem bom a todos os níveis! Foi isto que me fascinou, a entrega pela qual Afonso educava o seu estimado neto… o seu grande coração enterneceu-me. O que é certo é que Pedro cresceu com os excelentes ideias do avô que resultaram também num homem amigo e generoso. A meu ver e pela minha leitura,  resultaram num verdadeiro gentleman!

Esta entrega de Afonso a Carlos fez-me refletir um pouco. Apesar de esta história, na generalidade, não ser muito atual, é-o em relação a estas duas personagens. Hoje em dia, muitos avós são como Afonso e tentam dar tudo aos seus netos devido à falta de um verdadeiro Pai seja por qual motivo for. Os avós tentam passar os melhores ideais e valores possíveis para que os seus netos a nível de educação, de afetividade e também ao nível da sua integração na sociedade tenham o maior sucesso possível e para que eles sejam felizes em todas as etapas e frentes da sua vida! Esta relação é tão especial que fez com que fosse o elemento que mais aprecio no livro e pelo qual me apaixonei!

Um aspeto que, na minha opinião, é essencial é o facto de o final ser totalmente inesperado. E foi o que aconteceu neste livro… quando estava a ler as últimas páginas fiquei com um pouco de nostalgia, sobretudo pela surpresa dos acontecimentos que foram muito surpreendentes.

Para além de tudo o que acima referi, este livro teve a capacidade de me criar diversos estados emotivos, o que é muito bom e penso que, para qualquer leitor, é essencial. Os estados emotivos variaram de um extremo ao outro. Fiquei felicíssima pela empatia que se criou entre Afonso da Maia e Carlos da Maia e também pelo amor recíproco e fiquei triste com alguns acontecimentos nomeadamente o final.  

Apesar destes pontos que referi que, fizeram com que eu gostasse do livro, existem alguns de que eu não gostei tanto como a existência de muita descrição e, por vezes, de pouca ação. Também o facto de, às vezes, a linguagem não ser de fácil interpretação complicou um pouco a sua compreensão, o que tornou o livro um pouco mais monótono.

Embora tenha apontado alguns aspetos negativos, penso que neste livro os fatores positivos são muito mais valorizáveis. Por isso, recomendo este livro a qualquer pessoa que gosta de ler boas histórias e que gosta de aprender coisas novas!

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